Nos próximos dias 25 e 26/11/2015, acontecerá na UFBA o Evento - Experiências do Mundo Atlântico: escravidão e liberdade. Séculos XVIII-XX, organizado pela Linha de Pesquisa Estudos sobre trajetórias de populações afro-brasileiras (PPGHIS/UNEB), em parceria com a Linha de Pesquisa Escravidão e invenção da liberdade (UFBA).
Este blog constitui um veículo de informações e divulgação científica e cultural do Laboratório de Estudos Africanos e Espaço Atlântico (LEAFRO/UNEB), núcleo temático coordenado pelo Prof. Dr. Josivaldo Pires de Oliveira e como monitora de extensão Aline Fernandes Gama, no Departamento de Educação da UNEB/Campus XIII - Itaberaba
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Experiências do Mundo Atlântico: escravidão e liberdade. Séculos XVIII-XX
Prezados(as),
Nos próximos dias 25 e 26/11/2015, acontecerá na UFBA o Evento - Experiências do Mundo Atlântico: escravidão e liberdade. Séculos XVIII-XX, organizado pela Linha de Pesquisa Estudos sobre trajetórias de populações afro-brasileiras (PPGHIS/UNEB), em parceria com a Linha de Pesquisa Escravidão e invenção da liberdade (UFBA).
Nos próximos dias 25 e 26/11/2015, acontecerá na UFBA o Evento - Experiências do Mundo Atlântico: escravidão e liberdade. Séculos XVIII-XX, organizado pela Linha de Pesquisa Estudos sobre trajetórias de populações afro-brasileiras (PPGHIS/UNEB), em parceria com a Linha de Pesquisa Escravidão e invenção da liberdade (UFBA).
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Professor do curso de História da UNEB/XIII participa de obra coletiva sobre Capoeira do Museu Afro-Brasileiro da UFBA.
Mestre Pastinha, Bimba e Cobrinha Verde, tornaram-se
biografias de uma publicação extremamente peculiar que será lançada nesta
quinta-feira (15), em Salvador. Trata-se do Livro-Catálogo intitulado: UMA
COLEÇÃO BIOGRÁFICA: OS MESTRES BIMBA, PASTINHA E COBRINHA VERDE NO MUSEU
AFRO-BRASILEIRO DA UFBA. A obra foi organizada pela professora Dra. Joseania
Miranda Freitas, do Departamento de Museologia da UFBA e contou com o selo da
EDUFBA. Participam da obra poetas, dramaturgos, capoeiristas e estudiosos das
diferentes áreas das humanidades, vinculados à várias entidades culturais e
universidades baianas. 
Professor do Colegiado de História da UNEB/Campus XIII e
do PPGHIS/UNEB- Campus V, Josivaldo
Pires de Oliveira assina na obra o capítulo intitulado: “Testemunhos iconográficos: a
história por trás das imagens da coleção Capoeira do MAFRO”. Doutor em Estudos Étnicos e Africanos,
Josivaldo é autor de outras produções sobre capoeira no Brasil, a exemplo dos
livros: “No tempo dos valentes: os capoeiras na cidade da Bahia (Quarteto, 2005)”
e “Capoeira, identidade e gênero:
ensaios de história social sobre capoeira no Brasil (EDUFBA, 2009)”. O
lançamento ocorrerá amanhã (15), às 17:00h, no Salão Nobre da Reitoria da UFBA
e exemplares estarão à venda no local.segunda-feira, 12 de outubro de 2015
A Capoeira se despede do Mestre Gildo Alfinete!
Segue a nota do ABCA,
A
Associação Brasileira de Capoeira Angola tem o pesar de comunicar a toda a
comunidade da capoeira o falecimento do seu Presidente do Conselho de Mestres,
o já saudoso Mestre Gildo Alfinete. O sepultamento será a partir das 16:00 de
hoje, 12 de outubro, no Jardim da Saudade, em Brotas. Pedimos a tod@s que
venham de branco para realizarmos a tradicional roda de capoeira angola, como
certamente desejaria nosso querido Mestre Gildo, em sua celebração de passagem
ao honroso plano dos ancestrais.
Gildo
Alfinete (Gildo Lemos Couto « 16/01/1940
12/10/2015)
A
Associação Brasileira de Capoeira Angola tem o pesar de comunicar a toda a
comunidade da capoeira o falecimento do seu Presidente do Conselho de Mestres,
o já saudoso Mestre Gildo Alfinete. O sepultamento será a partir das 16:00 de
hoje, 12 de outubro, no Jardim da Saudade, em Brotas. Pedimos a tod@s que
venham de branco para realizarmos a tradicional roda de capoeira angola, como
certamente desejaria nosso querido Mestre Gildo, em sua celebração de passagem
ao honroso plano dos ancestrais.
Nascido
no bairro de Tororó, em Salvador, iniciou-se na capoeira aos 18 anos com Mestre
Pastinha, na Joana Angélica, e passou a treinar com o mesmo no Pelourinho.
Participou de diversas viagens com o Mestre Pastinha, em Belo Horizonte; no
Maracanãzinho; em Porto Alegre; e no Festival Mundial de Artes Negras em Dakar,
Senegal. Participou da refundação da ABCA na década de 1990 e foi um dos
grandes responsáveis pela cessão da sede que a Associação ocupa hoje. Era o
zelador do maior acervo existente sobre Mestre Pastinha e o Centro Esportivo de
Capoeira Angola.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Samba, Cabaré e Polícia na Feira de outrora
Denominada
princesa do sertão baiano, Feira de Santana já gozava, nas décadas de 1930 e
1940, de importante prestígio, já tendo sido, inclusive, objeto das mágicas
lentes de Pierre Verger, artista francês radicado na Bahia.Sua história tem sido ao longo dos anos associada a uma cidade que tem origem em um importante comércio de gado e sua principal identidade social constituída em torno da “cidade comercial”. Entretanto, pode-se explorar outros importantes aspectos da história de Feira de Santana, a exemplo das experiências culturais negro-africanas ali constituídas, este é o caso dos sambas que tinham como cenário as contagiosas noites dos cabarés feirenses.
Este breve ensaio de reflexão, que ora apresento aos leitores, trata das histórias daqueles indivíduos, grupos e culturas que não conheceram a pena que pintou os compêndios sobre a Bahia de outrora.
Em suas raízes mais remotas, o samba era ritmo, dança e folguedo coletivos. Caracterizado pelas palmas, batuques e entoações poéticas. As novas características assumidas pelos sambas, como sua veiculação nos meios radiofônicos e a constituição de um mercado compositorial, principalmente, a partir de meados do século XX, já ocupa lugar entre os estudos da sociologia, história, antropologia e etnomusicologia.
Essa produção é evidente, sobretudo no quantitativo de pesquisas acerca do samba no Rio de Janeiro e São Paulo. Na Bahia, as mudanças ocorridas no significado social e cultural do samba tiveram que aguardar um pouco mais, ocupando esta forma de expressão lúdico-percurssivo-corporal, até meados do século XX, ainda o lugar dos batuques que precisavam ser reprimidos pelas autoridades policiais, por serem entendidos como práticas agenciadoras de contravenção penal, a exemplo dos conflitos que ocorriam nas noites dos cabarés. Esta realidade é denunciada pelas fontes históricas que revelam, por exemplo, as batidas policiais aos cabarés em Feira de Santana, em tempos não tão remotos assim.
Nos semanários jornalísticos feirenses que circulavam na sede e nas adjacências da cidade, pelo menos até a década de 1960, constata-se uma quantidade considerável de notícias que informavam sobre as práticas de samba, às vezes identificadas como “batuques” ou “batucadas”.
Muitas das notícias publicadas nesses periódicos, a exemplo do jornal Folha do Norte, informavam sobre os sambas e batucadas que ocorriam nos espaços das festas populares, como na lavagem da festa da padroeira Senhora Santana, ou nos cordões carnavalescos que abrilhantavam a festa de Momo na Princesa do Sertão. Entretanto, não escapava aos noticiários o alerta às autoridades policiais para os conflitos estimulados pelos ajuntamentos de trabalhadores pobres moradores dos subúrbios da Feira.
Em 1948, por exemplo, o leitor poderia ler no Folha do Norte, que “certos subúrbios da Feira, há muito se vem tornando perigosíssimos antros de criminosos e desordeiros”. Informava ainda este periódico que em um desses sambas em um conhecido “Cabaret de Nascimento”, situado no Calumbí, um indivíduo foi ferido a golpes de facão.
Nesta mesma notícia, o jornal questiona quem concede as “licenças para o
funcionamento dessas gafieiras que infestam locais outrora pacatos como
Baraúnas, e que hoje não podem ser habitados por gente descentes”. Era o
bastante para estimular as batidas policiais aos cabarés da cidade.Por razões como esta, a mando dos delegados, muitos sambas que ocorriam, inclusive, em recintos particulares, como era o caso de muitos cabarés, eram abortados pela polícia. Foi este o caso que envolveu o boêmio conhecido por “Pernambucano”, em 1942, em um cabaré denominado Café Dia e Noite.
Passemos, então a narrar este interessante evento, uma história vista, literalmente de baixo, dos becos escuros de um conhecido cabaré situado à Rua Sales Barbosa.
A Sales Barbosa da madrugada de primeiro de outubro, não era a mesma do agitado cotidiano diurno das vendas de bugigangas e guloseimas da cidade comercial de Feira de Santana, no ano de 1942. Como já era de se esperar os sonoros percussivos dos pandeiros e seus pares instrumentais acompanhado de uma boa melodia, doses de cachaça e requebros de corpos suados chamou a atenção da patrulha policial.
A mando do delegado o samba do Café Dia e Noite, terminou mais cedo. Após a retirada da polícia os boêmios se ajuntaram em uma esquina nas proximidades daquele cabaré. Às três e meia da manhã, solicitou-se novamente a presença da autoridade policial, desta vez, para autuar aquele que tocava e cantava no mesmo samba que havia sido impedido em nome da ordem.
“Pernambucano” foi acusado de espancar violentamente a alguém naquela localidade. Segundo a Denuncia do Promotor Público, ele “esmurrou, derrubou o pobre rapaz para bater várias vezes a cabeça da vítima na calçada”. O acusado foi citado no art. 129 do Código Penal Brasileiro, por crime de lesões corporais, o qual evidenciou a prática e o controle policial do samba naquele cabaré.
Na grande narrativa da história feirense, como a que fez o norte-americano Rollie Poppino, em seu livro intitulado Feira de Santana (Editora Itapoã, 1968), não caberia destacar protagonismos como o de “Pernambucano” e um sangrento conflito que teve origem em um famigerado cabaré, em meio à suor, cachaça e batuque.
Este protagonismo, que revela as experiências de pessoas simples da sociedade e suas culturas marginais, pertence à história vista de baixo. Acreditando neste estilo narrativo, é possível se recuperar as experiências de muitos “Pernambucanos”, muitos sambas e batuques que protagonizaram histórias da Feira de outrora.
Para saber mais:
SODRÉ, Muniz. Samba, o dono do corpo. Rio de Janeiro: Codecri, 1979.
MATOS, Cláudia. Acertei no milhar: samba e malandragem no tempo de Getúlio. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
* Por Bel Pires
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
O JAM DO BECO DA ENERGIA – UMA COMUNIDADE NEGRA QUE GANHOU CORES E RITMOS
Nas últimas semanas, Feira de Santana (BA) tem ouvido falar
bastante sobre um movimento de intervenção artística no chamado Beco da Energia,
especialmente através da mídia alternativa. Trata-se de uma viela que liga a
Rua Marechal Deodoro ao Beco do Mocó, no agitadíssimo centro da cidade. O Beco da
Energia, sempre foi um espaço
marginalizado da cidade pelo fato de funcionar ali algumas casas de atividade
de profissionais do sexo, mas também ocorre durante o dia um grande comércio
ambulante de miudezas, além de bares e residências domésticas. Resumindo, é o
Beco da Energia uma comunidade habitada e frequentada por uma população majoritariamente
negra e pobre da Cidade de Feira de Santana. A marginalização desse espaço não
foi algo que se iniciou recentemente. Identifiquei nos arquivos policiais um
processo criminal que tratava de uma briga num agitado samba na década de 1940.
Ao abordarem o caso crime, as autoridades policiais falavam horrores da vida
social nesta localidade, como sendo ambiente frequentado por indivíduos de alta
periculosidade, isto sempre ocorreu com outras comunidades negras. Desta forma,
toda referência que a cidade fazia ao Beco da Energia, era de cunho pejorativo
e de degradação social. Mesmo as autoridades políticas nunca se importaram com
os cidadãos e cidadãs feirenses que vivem nessa localidade. Nos últimos dias,
por razões despretensiosas, um conjunto de artistas da cidade, estimulado pelo
músico, tatuador e grafiteiro Márcio Punk, começou a deixar as suas marcas coloridas
nas estragadas e maltratadas paredes do Beco, dando formas e cores há um dos
espaços mais marginalizados da cidade. O curioso de tudo isso é que as pessoas
que ali habitam, ao contrário das autoridades políticas locais, passaram a reconhecer
a importância dessa intervenção. No último domingo, esta brincadeira que foi
ganhando
proporção não esperada, reuniu um conjunto enorme de pessoas que se
identificam com as atividades culturais da cidade para cantar, dançar e gritar em
muitas cores no inesquecível evento intitulado “Jam no Beco”. Cheguei logo cedo com o meu mano Rios
Vibration (músico e capoeirista) e aos poucos fui identificando os grafiteiros
pendurados nas paredes, guitarras, baterias e equipamentos percussivos sendo
testados e de forma bastante espontânea cada um tomava o microfone e deixava o
seu recado na linguagem que o mesmo dominava: declamação, reggae, soul, blues,
samba, rock, etc. O beco foi tomado por um processo de reterritorialidade,
sendo que desta vez não foi pela força da relação de poder que sempre
marginalizou seus moradores. Desta vez os moradores foram os “donos e as donas
do pedaço” que permitiram todo este rio de cores e ritmos que sacudiram o “Beco”
com muita “Energia”!*Por Bel Pires
terça-feira, 14 de julho de 2015
Populações Negras e o projeto Chá de Conversa e Som
Projeto cultural apoiado pelo grupo de pesquisa Populações Negras, será retomado no próximo dia 24. Vejam a NOTA de CONVITE!
Chá de Conversa e Som é retomado com discussão sobre as
dimensões da independência da Bahia
Com o tema “Independência da Bahia: do histórico ao simbólico”, apresentado pelo historiador Sérgio Guerra, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), será retomado depois de pouco mais de um ano e meio o projeto Chá de Conversa e Som.
Com o tema “Independência da Bahia: do histórico ao simbólico”, apresentado pelo historiador Sérgio Guerra, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), será retomado depois de pouco mais de um ano e meio o projeto Chá de Conversa e Som.
A atividade será realizada na sexta-feira (24),
a partir das 19h30, no Museu de
Arte Contemporânea, de Feira de Santana.
Durante o encontro serão exibidos vídeo produzidos pela TV Olhos D’Água
referentes à temática principal desta edição do evento.
O destaque musical do 16º encontro ficará por
conta de Jefferson Moura e Matheus Mathyara, que além de canções autorais, interpretarão
releituras de composições que possuem correlação com a história da Bahia.
O Chá
O Chá de Conversa e Som é um evento da sociedade civil, de acesso gratuito e classificação livre e fundamenta-se em encontros mensais temáticos para “bate-papos” que girem em torno da cultura feirense e territorial.
A atividade é organizada pelo Coletivo Chá, composto pelo artista plástico e percussionista Gabriel Ferreira, historiador e mestre de capoeira angola Bel Pires (Grupo de Pesquisa Populações Negras/Uneb), radiojornalista e coordenador da TV Olhos D’Água da Uefs Elsimar Pondé e pelo artista visual Edson Machado.
SERVIÇO
O que: Chá de Conversa e Som - 16ª edição
Quando: Sexta-feira, 24 de julho de 2015, às 19h30
Onde: MAC - Museu de Arte Contemporânea - Rua Geminiano Costa, nº 255, Centro, ao lado da Biblioteca Municipal - Feira de Santana
Realização: Coletivo Chá
Entrada, chá e torrada: Gratuitos
O Chá de Conversa e Som é um evento da sociedade civil, de acesso gratuito e classificação livre e fundamenta-se em encontros mensais temáticos para “bate-papos” que girem em torno da cultura feirense e territorial.
A atividade é organizada pelo Coletivo Chá, composto pelo artista plástico e percussionista Gabriel Ferreira, historiador e mestre de capoeira angola Bel Pires (Grupo de Pesquisa Populações Negras/Uneb), radiojornalista e coordenador da TV Olhos D’Água da Uefs Elsimar Pondé e pelo artista visual Edson Machado.
SERVIÇO
O que: Chá de Conversa e Som - 16ª edição
Quando: Sexta-feira, 24 de julho de 2015, às 19h30
Onde: MAC - Museu de Arte Contemporânea - Rua Geminiano Costa, nº 255, Centro, ao lado da Biblioteca Municipal - Feira de Santana
Realização: Coletivo Chá
Entrada, chá e torrada: Gratuitos
quarta-feira, 24 de junho de 2015
V Congresso Baiano de Pesquisadores Negros!
O V Congresso Baiano de Pesquisadores Negros, deste ano, será sediado pela UESB, Campus de Jequié. Não só iremos participar como também aderimos à campanha de divulgação. Não percam a oportunidade!
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